domingo, 29 de janeiro de 2012

ok.

Não quero te assustar, quero só te levar para o meio do mato e fazer uma casa lá para você ser feliz. Porque eu sei que você não é feliz, mas a minha felicidade depende tanto da sua. Tanto que eu me assusto. Tanto que eu sinto meu coração um músculo machucado só de ver seu sorriso. Mesmo que seus olhos cansados ainda estejam aí. Mesmo que seja um sorriso de desistência. Um sorriso de a vida é uma merda e eu já cansei de tentar, mas tudo bem. Tudo bem porque ainda é um sorriso e é bom ver você sorrindo no meio de tanta gente que mostra os dentes assim à toa. Seu sorriso é um sorriso batalhado e eu sinto toda a sua tristeza te prendendo em algum lugar que eu tento entrar e às vezes até consigo ficar por alguns segundos.
Eu tenho tantos sentimentos pelo mundo todo, por todo mundo, por tantos cabelos macios e pintinhas perto do olho e também por tênis bonitos e camisas xadrezes, mas você e seu suéter tem um lugar em mim que eu nem sabia existir. Você e seu cabelo bagunçado. Você me roubando todas as palavras porque ainda não foi inventada palavra escrita nem som falado que tenha todo esse poder que você tem de preencher todos os meus vazios e ser meu sol quando o mundo todo é tempestade. Meu sol cheio de pessimismo. Meu sol triste. Meu sol que vê o mundo e só enxerga o que é ruim, o que machuca, o que dói. Meu sol que vive um inverno interno e me aquece quando eu já desisti de mim. Não é amizade, é mais que isso. Não é romance, é mais que isso. É qualquer coisa que é só sua. E eu só queria dizer que eu não vou desistir de você. Não vou. Mesmo que às vezes eu te odeie por você não gostar de você. Eu simplesmente não acredito quando você me diz que não vale a pena. Que você não vale a pena. Porque você vale. Porque quem me salva de mim e me salva de todo o resto, vale. Você vale a pena.

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