quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cara de bunda

É a bunda mais gostosa que eu já vi.
É aquela bunda-banquinho que dá vontade de sentar para descansar o pé na balada. Descansar o pé da vida. E nunca meter um pé nessa bunda lindinha. Durinha. Fofinha. Que faz minha imaginação ir longe, ir lá pro mundo das bundas bonitas. Cadeiras de trabalho que são bundas assim delicinhas. Orelhões-bunda. Travesseiros-bunda. Um chão de bundas pra gente pisar. Bundas com cara de bunda. Bundas grandes pagando de gostosonas, bundas pequenas sofrendo bullying na escola. E no meio da Praça da República das Bundas um monumento pra essa bunda que é a bunda mais linda da Terra das Bundas.
Eu sei, eu sei, parece coisa de homem-ogro, mulher piri e machismo feminimo. Acho um porre essa coisa de que só homem pode gostar de peito e bunda e mulher tem que gostar é da beleza interior. Claro que, como toda menina burra metida a romântiquinha, a bunda interior ainda é a minha bunda preferida, a bunda que me fez virar o pescoço e ficar. Ficar por dias, meses, e tenho toda a fé do mundo que um dia ainda vou encontrar aquela bunda interior que me vai me fazer ficar por anos, todos os anos do para sempre.
Mas essa bunda é uma bunda real, pegável e altamente desejável. Não é uma bunda melancia, bunda-qualquer-fruta. É uma bunda bunda. Uma bunda que eu comeria, falando na sacanagem mesmo. Uma bunda dessas grandes, empinadinhas, dançando por aí enquanto o dono não sabe para onde vai na vida. E pouco me importa, desde que eu possa dar uma olhadinha nessa belezinha numa balada ou outra, encontros na rua e filas de Mc Donalds, e ficar imaginando mil maneiras de esbarrar a mão nessa bunda-Buda por três milésimos de segundo que seja.
Eu namoro platonicamente aquela bunda desde o Ensino Médio. Era só aquela bunda passar por mim pelo corredor que o mundo sumia e tudo se resumia aquelas duas metades redondinhas me dando um oi hipnotizante. Aquela bunda jogando futebol na aula de educação física. Aquela bunda subindo a rampa. Aquela bunda com cara de má. Aquela bunda na bermuda, na calça jeans e, meu preferido, a bunda na calça de moletom.
Aquela bunda é tão linda que eu tinha de fazer um texto só pra ela. Me perdoem. Ou melhor: não me perdoem porcaria nenhuma. Se vocês vissem aquela bunda, vocês iam fazer coro ao meu post. Iam levantar monumentos em homenagem à ela, fazer uma abaixo-assinado para que ela fosse fabricada e vendida em grande escala para o mundo todo. Essa bunda seria capaz de alcançar a tão sonhada e falada Paz Mundial. Essa bunda faria as pessoas se amarem mais, amarem mais suas próprias bundas. Porque bunda é uma coisa bonita. Até bunda magra, caída, bunda com cara de buldogue, bunda é uma coisa para se admirar como se admira um quadro. E essa bunda é a Monalisa.


Querido dono da Bunda Mais Linda do Mundo, se a carapuça serviu nessa sua cabecinha que também é toda lindinha com esses cachinhos mal feitos, não se envergonhe. Mostre mesmo e se aproveite dessa bunda linda que a sua mãe te deu. Um beijo.

6 comentários:

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    1. Venho toda feliz ver o comentário no meu pseudo-blog e é isso. Poxa.

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  2. Esses pseudo-escritores....

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  3. Até deu vontade de conhecer o dono da bunda.

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    1. o dono também é bastante simpático, viu. Vale a pena haha

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