quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tô me enchendo de tudo que me faz bem, e me faz plena e me dá aquela sensação gostosa de felicidade. Tô fazendo tudo aquilo que um dia eu quis fazer. Tô fazendo mesmo.
Tô montando um livro, tô pensando literatura, tô vivendo literatura, tô lendo uns três livros ao mesmo tempo.
De quinta às 19h eu tenho terapia e comprei um tarot novo, rezo todas as noites antes de dormir e de manhã quando acordo. Tô nessas de auto-conhecimento.
Plantei uma flor com a ajuda da minha prima de quatro anos, tirei minha CNH. Tô indo viajar para a praia com as minhas amigas e converso todo o dia, o dia inteiro com a minha BFF.
A vida tá boa, a vida tá leve. Tem o Lexapro para manter o aperto e o sufoco fora do meu peito. Tem tudo certo, no lugar certo. To cheia de coisa boa, to cheia de vida boa. E to me fazendo todo esse bem é para esquecer a dorzinha no coração e essa saudadona e toda a falta que você faz.
E aí eu penso: puta que pariu, eu tenho que parar de ser tão burra e romantiquinha e o escambau a quatro. Sou uma menina-mulher (me perdoem a expressão tosca) de 20 anos, trabalho numa empresa global - e adoro -, tenho toda a liberdade do mundo para fazer a faculdade que me der na telha, minha família é linda, minhas amigas são amississímas e maravilhosissímas, fico com quem eu quero, na hora que eu quero, e tô aqui chorando as pitangas porque um cara, UM cara não me quer? Porque ele se assustou com toda a minha loucura e histeria, e drama e desespero e dor e tristeza? Pois bem. Me desculpe, querido, mas isso não me basta!
Furei o tragus, comprei roupas novas, pensei em cortar o cabelo curto, fazer franjinha, usar salto 15cm. Tentei me livrar de toda essa intensidade que me faz amar demais, querer demais, cuidar demais, e me faz estourar e criar uma tragédia digna de Shakespeare por um tchau menos amoroso.
Eu to tentando ser menos, é isso? Menos dramática, menos pirada, menos ansiosa, menos crises de insegurança, menos carência pedindo colo, menos. Mas eu não quero ser menos. Eu quero mais. Eu quero ser isso tudo. Exageramente.

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