sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A melhor parte do meu dia é, sem dúvida, a estrada até a Tech Town. Posso estar lendo, ouvindo música, afundada dentro de mim ou no Facebook, eu paro o que for para me perder naquele monte de verde e pasto e plantaçōes e céu azul, azul, azul. Ou preto, cheio de nuvens densas. Me lembra todas as possibilidades e impossibilidades da vida. Me lembra o infinito. E eu gosto para caralho do infinito, dessa coisa de não ter fim. Minha terapeuta me disse que eu tenho sérios problemas em terminar o que eu começo. Tenho sérios problemas com o fim. Problemas em mostrar o que eu sou, meu produto final. Aparentemente minha auto-estima nem existe. E isso tudo resulta num puta medo de me apegar, de me prender ao que quer que seja. Tenha essa síndrome de terminar tudo antes que chegue o fim. Vai ver é isso mesmo. Vai ver eu não quero nunca o fim. Quero mil começos, quero meios morninhos, mas não quero o fim. Porque o fim dói, porque eu sofro, porque me maltrata antes mesmo de acontecer. Mania boba de ficar imaginando como vai terminar uma relação que mal começou, tudo porque eu quero demais que seja eterno. Gostoso mesmo é o infinito que eu vejo pela janela do ônibus. O sol me queimando ou a chuva me nostalgiando. Bom mesmo é começar um dia novo toda manhã e a vida não terminar no fim do dia. O fim da gente podia ser só isso também: o hiato que é o sono.

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