domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Ano Rosa.

Para o ano acabar bem vou me acabar na areia da praia, vou tomar um banho de mar que é para ver se toda aquela água salgada me livra do mal olhado de pessoas que são menos. Menos bem vividas, menos bem sonhadas, menos. Vou me encher de abraços de gente querida e vou sufocar meu coração de esperança. Esperança que ano que vem seja infinitamente melhor que esse ano que já foi bom demais. Esperança de ser uma pessoa um tiquinho menos pior todos os dias. Esperança de gostar um pouquinho mais de mim na hora de dormir. E, é claro, esperança de que o tal do príncipe encantado vai enfim me encontrar: já to de saco cheio desses sapos que, além de não virarem príncipes, saem por aí coaxando quando se sentem presos demais.
E é por isso, meus queridos, que esse ano eu não vou me vestir toda de branco, não vou usar amarelo, não vou usar vermelho. A minha paz eu encontro nas minhas orações distraídas no meio do dia, naquele monte de prima me abraçando, nos meus pais me dando boa noite e bom dia todos os dias, na minha melhor amiga sendo minha melhor amiga. Dinheiro a gente ganha, dinheiro a gente corre atrás, dinheiro a gente faz. E de paixão, sinceramente, eu tô de saco cheio. Mas amor. Ah, o amor...
Para o amor acontecer a gente tem que dar sorte. Muita sorte. Não basta querer, não basta estar disponível, não basta namorar. Para amor acontecer é preciso ter que ser. O que a gente faz é dar um empurrãozinho com simpatias populares e esperar que os astros estejam de bom-humor.
Já coloquei na mala minha calcinha rosa-bebê cheia de coraçõeszinhos e "Love Me", meu esmalte pink e meu chinelo cor-de-rosa, dessa vez a sorte não me escapa. E, é claro, o vestido é branco, mas não pela paz - vamos combinar que um vestido branco molhado é mais eficiente que muito amuleto.

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